Deixe a NASA escolher o papel de parede do seu smartphone

Deixe a NASA escolher o papel de parede do seu smartphone

Duas expressões americanas antagônicas definem a dificuldade estimada para se realizar uma atividade: “rocket science” e “piece of cake“. A primeira remete ao complexo conjunto de especialidades envolvido na construção de foguetes, logo “ciência de foguete” é algo complicadíssimo. A segunda refere-se a facilidade de se comer um “pedaço de bolo”, pelo menos eu acho que é por isso que usam a expressão para se referir a coisas fáceis de se fazer.

Bem, escolher um papel de parede para o seu celular deveria ser piece of cake, mas você sempre parece ser rocket science, não é mesmo? São muitas variáveis envolvidas na equação, incluindo beleza, tamanho, resolução e, claro, gosto. E é fácil enjoar de um papel de parede de smartphone, já que olhamos para a tela dele cerca de mil vezes por dia.

Já que essa tarefa é rocket science, por que não deixa-la a cargo de quem entende? Deixe que a NASA (isso mesmo a agência americana de aeronáutica e espaço) escolha diariamente o papel de parede do seu smartphone.

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Para isso basta seguir os seguintes passos:

  1. Crie uma conta no site IFTTT, que é especializado em realizar tarefas automáticas;
  2. Baixe o aplicativo IF, linkando seu aparelho à sua conta;
  3. Adiciona a função Change your Android wallpaper to NASA’s image of the day;
  4. Pronto!

Agora, todos os dias seu smartphone terá um papel de parede novo que além de geralmente ser muito bonito ainda será informativo.

2 novidades antes de acabar 2015

2 novidades antes de acabar 2015

WordPress

Não sei se você notou, mas estamos de casa nova. Há muito tempo busco uma ferramenta nova que tornasse a arte de blogar mais simples e prazerosa. Para tanto, segui o mesmo caminho do Interney e me mudei para o WordPress. Com a diferença que mantive a maior parte do meu conteúdo.

Ainda há uma coisa aqui e outra coisa ali para ajeitar, mas estou bem satisfeito com a mudança por enquanto.

Medium

Na busca de um espaço bom para escrever livremente sobre pensamentos cotidianos, arrumei um espaço no Medium, plataforma de publicação e divulgação de textos. O Medium tem trazido de volta aos blogueiros que gostam de escrever (aka escritores) a gostosa sensação de reciprocidade que havia na blogosfera outrora.

Sigam minha publicaçao em Negao.me.

 

3 Melhores livros que li em 2015

3 Melhores livros que li em 2015

3 – O Guia do Mochileiro das Galáxias (Douglas Adams)

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Eis um livro ao qual eu deveria ter sido apresentado na adolescência. É basicamente um belo amontoado de sacadas geniais. Pena que a qualidade despenca a cada novo livro da série.

 

2 – A Lenda de Ruff Ghanor (Leonel Caldela)

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É interessante como a gente se sente parte de alguma coisa por ter acompanhado desde sua criação, mesmo que como consumidor. Ouvi com muito prazer os três podcasts especiais de RPG do Jovem Nerd, de onde surgiria A Lenda de Ruff Ghanor.

Ler o livro foi ainda mais prazeroso, por o universo criado por Leonel Caldela é rico, dinâmico e independente. O livro pode ser lido por qualquer pessoa, mesmo por quem nem sabe o que é Nerdcast.

 

1 – Eu, Robô (Isaac Asimov)

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É muito bom ler livros que te tragam idéias novas. Estamos acostumados com a era da internet, onde a leitura se tornou sinônimo de busca por informações. Mas de que servem informações se elas não te ajudam a concatenar idéias?

Eu, Robô traz uma visão futurística tão filosófica que abre nossa mente para o inevitável, porém infindável, destino da humanidade.

4 melhores músicas que descobri em 2015

4 melhores músicas que descobri em 2015

Downstream (Shira Kammen)

Essa linda música faz parte da trilha sonora de Braid, jogo indicado no post dos melhores jogos de 2015.

Nightcall (Kavinsky)

Música da trilha sonora marcante de Drive, filme indicado no post de melhores filmes de 2015.

BoJack’s Theme (Patrick Carney)

Uma das melhores séries de 2015, apesar de não ter entrado na lista das 5 melhores. A série é de 2014, mas esse ano foi a primeira vez que esse tema foi tocado por completo em um dos episódios.

Lost (Frank Ocean)

Segundo o site Year in Music do Spotify, Frank Ocean foi o artista que mais ouvi em 2015, sendo channel ORANGE o álbum mais escutado e Lost a música mais ouvida.

Vale a pena ouvir o álbum completo.

5 melhores séries que acompanhei em 2015

5 melhores séries que acompanhei em 2015

Gosto de assistir séries, mas não sou maníaco, daqueles que ficam desesperado para assistir todas. Assisto o que aparece na Netflix e quando dá tempo. Não atoa, todos os itens dessa lista são séries originais da Netflix. Em tempo: vale a mesma regra dos posts anteriores, a lista de filmes e a lista de games.

5 – House of Cards (3ª temporada)

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Para falar a verdade, achei que houve uma tremenda queda na qualidade da série em relação as duas temporadas anteriores. Mas como a série tem muito crédito, vale a pena dar um voto de confiança.

4 – Jessica Jones (1ª temporada)

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Já acabou Jéssica? Eu acabei e digo que, apesar de ter gostado de conhecer Jessica Jones e seus traumas, essa primeira temporada me deixou muito ansioso para ver Luke Cage em ação em sua própria série.

Vale destacar que Kilgrave é o vilão mais perturbador que já vi.

3 – Orange is the New Black (3ª temporada)

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Cada vez melhor, essa série sobre feminismo e lesbianismo é o programa familiar aqui de casa. E vai ser assim pelo menos enquanto a nossa família se resumir a dois adultos.

Acho que compraria o livro de ficção erótica científica da Crazy Eyes se lançassem.

2 – Narcos (1ª temporada)

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Esqueça o Wagner Moura ou qualquer trama da ficção. O que rouba a cena em Narcos é a realidade inacreditável criada pelo próprio Pablo Escobar.

Claro que não se trata de um documentário sobre o narcotraficante colombiano, mas chama atenção da maneira certa para essa tensa passagem histórica da América Latina.

1 – Demolidor (1ª temporada)

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Finalmente temos a resposta para “como representar bem um herói cego na televisão?”. Também temos a resposta para “podemos ter uma série boa de herói?” e é sim, podemos. Demolidor, por enquanto, é a melhor coisa já produzida pelo tal Universo Cinematrográfico da Marvel.

Leia o review completo de Demolidor.

 

Observação: em 2015 não assisti Black Mirror, Mr Robot, Game of Thrones, Sense8, Masters of None e outras séries muito elogiadas. Estão na minha lista para 2016.

 

 

6 melhores jogos que joguei em 2015

6 melhores jogos que joguei em 2015

Seguindo a mesma lógica da incrível seleção dos melhores filmes de 2015, essa lista é pessoal e vale como sugestão para você que ainda não teve contato com os itens indicados. Caso queira avaliações de jogos lançados especificamente esse ano, procure no Critical Hits, ou ouça o episódio especial do 99vidas.

6 – Rocket League

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Já que FIFA e PES nunca inovam, resta aos amantes do futebol buscar qualquer outra alternativa de inovação que lembre a diversão proporcionada por esse esporte. Nesse sentido Rocket League se superou e criou um novo esporte completamente diferente e muito superior a qualquer game de futebol.

5 – FEZ

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Recentemente uma menina de 8 anos veio à minha casa e jogou videogame pela primeira vez. Coloquei-a para jogar FEZ. Os primeiros minutos de jogo dela foram basicamente iguais aos meus. Inclusive as reações.

Um jogo que consegue surpreender jogadores de todas as idade com níveis de experiencia tão diferentes com certeza é um bom jogo.

4 – Super Meat Boy

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Um jogo simples de dificuldade insana, SMB é uma bela homenagem à tudo que vivemos nos anos 90. É um jogo completamente dedicado aos adultos gamers saudosistas, ou seja, todos os adultos.

3 – Hotline Miami

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Um jogo imersivo, com roteiro incrível, extremamente violento e trilha sonora marcante. É tudo que eu sempre quis ver em jogos de 8-Bits, mas a tecnologia não permitia.

Recomendo que você assista Drive (filme que indiquei no post anterior) antes de jogar Hotline Miami. A inspiração que o jogo teve nesse filme é clara.

2 – Braid

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Braid pode ser facilmente definido como um Super Mario de adulto. É um jogo graficamente simples, com uma trilha sonora emocionante e metáforas para todo lado. Inegavelmente uma obra de arte.

Vale destacar que FEZ, Super Meat Boy e Braid são os temas do documentário Indie Game, que aborda as dificuldades em se produzir esses jogos independentes. O filme está disponível na Netflix e também pode ser adquirido na Steam num pacote que já vem com os jogos.

1 – Portal 2

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Já que estamos falando sobre obras de arte, Portal 2 é uma das maiores e melhores que já tive o prazer de ter contato. Já ouvi músicas boas, já assisti a filmes bons, já li histórias boas, mas só Portal 2 reúne tudo isso perfeitamente.

 

Vamos combinar uma coisa: jogue esses jogos e prometo que farei um review de cada um em 2016. Aliás, vou ali jogar todos de novo. Abraço.

7 melhores filmes que assisti em 2015

7 melhores filmes que assisti em 2015

Listas de melhores filmes de 2015 não faltam por aí. Você pode confiar no IMDb, no CinePop, no Metacritic ou até no poder da pirataria. Mas o que te ofereço aqui é uma lista pessoal e intransferível. Receba e aceite como sugestões de um amigo negro que sua mãe diz para tomar cuidado e não deixar sozinho na sala (já rolou isso contigo que eu sei).

7 – Star Wars Episódio VII: O Despertar da Força (2015)

Finalmente pude fazer parte de uma experiência Star Wars e entender o completo fanatismo que os fãs (“fanatismo de fãs” é pleonasmo, não?) tem pela saga.

Sem dúvida foi o filme mais emocionante de se assistir em 2015, mas os motivos são extra-filme, então sem contar a apelação, sétimo é uma posição justa.

Não se preocupe, com certeza teremos outras oportunidades de conversar mais sobre Star Wars por aqui.

6 – Divertidamente (2015)

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A Disney foi tão certeira neste filme que até me arrisco a dizer que foi certeira demais.

Sim, Divertidamente é um filme que toda a família pode assistir junta. Mas enquanto para as crianças essa é uma história divertida e colorida, para adultos essa é uma história triste, profunda e depressiva.

Vale a pena chorar de novo.

5 – Drive (2011)

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Assisti esse filme despretensiosamente numa daquelas noites que você abre a Netflix quase sem querer. Wow, que filme fantástico. A trilha sonora não sai da minha cabeça até hoje.

4 – Cães de Aluguel (1992)

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Último filme do Tarantino que me faltava (pelo menos dos que importam). Como não podia ser diferente, fui surpreendido por uma trama muito diferente do que imaginava para um filme de assalto.

3 – Mad Max (2015)

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Mad Max sempre foi uma lenda em nosso imaginário desde aqueles clássicos filmes dos anos 80. Mas depois de 2015 eu nem lembrarei mais de quem foi Mel Gibson. Sério, tive até que pesquisar para lembrar quem era.

Mad Max redefiniu todo um universo sendo completamente fiel a ele. Ou seja, fez a mesma coisa que Star Wars, só que melhor.

2 – Se7en (1995)

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Mais um filme que tive o prazer de assistir “no escuro”, sem saber nada além do nome e da presença dos dois atores principais. O resto foi tudo surpresa.

E quanta surpresa. Por mais que desde o começo do filme eu já estivesse pescando algumas coisas, ainda assim é de explodir a cabeça o modo como tudo acontece.

1 – Beasts of no Nation (2015)

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É estranho indicar esse filme, porque dizer que ele é bom talvez não seja a maneira mais adequada de descreve-lo. Eu, assim como várias outras pessoas, não consegui assistir o filme inteiro de uma só vez. Assisti metade, parei e só voltei a assistir no outro dia. Motivo: o clima é muito pesado.

Sinal de que o filme retrata perfeitamente aquilo que deseja, o horror das guerras civis africanas.

Batman vs Superman: roteiro inspirado em Sandy e Júnior? Sim!

Batman vs Superman: roteiro inspirado em Sandy e Júnior? Sim!

Muitos estão ansiosos para ver Batman vs Superman no cinema e finalmente entender porque os dois grandes heróis da DC vão lutar entre si, com tanto super vilão solto por aí. Claro que, graças ao inacreditável clima de antecipação que é criado pelos estúdios nos dias de hoje, já sabemos há anos que esse filme é uma “desculpa” para montar a Liga da Justiça e finalmente tentar concorrer com o sucesso de Vingadores (aquele grupo que ninguém conhecia e que parecia imitação de Liga da Justiça quando mencionado. Parece que o jogo virou, não é mesmo?), da Marvel.

Mas, ao ver os dois primeiros trailers, tive a legítima impressão de que já conhecia aquela história. E foi ao cantarolar uma música por acaso na hora da faxina (diário do macho moderno) que me lembrei de onde já tinha escutado esse roteiro. Da música…

Super Herói, de Sandy & Júnior

Primeiramente, excelente interpretação de Júnior, muito emocionante, surpreendendo a todos nós logo no último álbum dessa dupla que mora nos nossos corações, o Acústico MTV. Segundamente, dê o play no vídeo para acompanhar comigo a análise desse trailer e como ele casa bem com essa música.

Já no primeiro verso a música casa perfeitamente com a primeira cena do trailer, que mostra o conflito entre as visões da população sobre o Super Homem. Uma estátua, prova de adoração e homenagem, pichada com um protesto mostra a confusão pela qual o próprio Clark passa internamente em todas as diversas jornadas já mostradas de sua história.

Em sua jornada clássica, Clark sempre tem como seu maior desafio o de encontrar seu destino verdadeiro na Terra, sempre seguindo os ensinamentos de seu pai Jonathan Kent. A caminhada de Clark é em busca do autoconhecimento.

Em seguida a música parece falar sobre Bruce. Quem assistiu a trilogia do Batman do Nolan sabe que Bruce batalhou muito para ser mais do que o bilionário herdeiro do império Wayne. Seu objetivo sempre foi ser além do rosto por trás de uma companhia rica e salvar sua cidade do mal que levou seus pais.

Porém como fazer isso, como enfrentar tudo e todos sendo apenas humano? Nesse caso, como enfrentar um “Deus” sendo apenas humano?

No refrão, temos o casamento perfeito da cena mais icônica dos trailers até agora. Uma frase que já entrou para a história do cinema mesmo antes do filme ser lançado (aquele lance da antecipação, lembra?).

Depois deste post, estou mais ancioso por um novo álbum de Sandy & Júnior do que para o filme Batman vs Superman: Dawn of Justice.

Observação: para fins dramáticos do post, desconsiderei totalmente que a música de Sandy & Júnior é uma versão nacional da música Superman (It’s Not Easy), do Five for Fighting, que por sua vez é baseada no próprio Superman, o que facilita muito a relação entre a canção e qualquer história do homem da capa.

Quem é você na Câmara dos Deputados?

Quem é você na Câmara dos Deputados?

Vivemos um momento belo da nossa democracia. Finalmente deputados estão ficando famosos e famosos estão ficando deputados. Se isso é bom ou ruim, não importa, afinal o mundo será comandado por computadores muito antes de que conseguirmos tirar algo realmente bom desse sistema político que parte do princípio que é uma ideia genial colocar a decisão do futuro de um povo na mão do povo do presente que é altamente afetado pelas péssimas decisões deste mesmo povo no passado.

O fato é que agora muita gente conhece grandes personalidades da Câmara dos Deputados, seja por boas razões ou péssimas. E todo mundo quer se sentir representado pelas grandes figuras que figuram (que delícia usar a língua portuguesa da maneira mais preguiçosa possível) pelo planalto. É por isso que quanto maior é a exposição de um político da casa, maior as chances dele receber mais votos nas eleições seguintes, mesmo que essa exposição se dê devido as asneiras que o político em questão diga ou faça.

Não perca tempo, faça o teste e descubra quem te representa na grande novela que é aquele fingimento todo.

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Sugerido pelo grande Jeffs, o War Machine do Oeste.

Demolidor: o homem com medo

Demolidor: o homem com medo

Aquele que nunca menosprezou o Demolidor uma vez na vida que atire a primeira pedra. Comigo a história não foi diferente. O motivo também deve ser o mesmo para todos: a sinopse do personagem parece forçada.

Quando ouvi da existência do Demolidor pela primeira vez, pensei “que cego nada, se ele usa seus poderes para enxergar, não é cego”. Essa é a visão (rá) deturbada que temos dos cegos, que só conseguiriam perceber o mundo tão bem ou melhor que nós se tivessem super poderes, que é impossível contornar a falta de um sentido. A representação do personagem no mal falado “filme do Ben Affleck” não ajudou em nada para mudar esse conceito, pelo contrário. O desespero por colocar efeitos especiais de última geração na película (hahaha que tosco se referir a filme desse jeito só para não repetir a palavra) só reforçou a sensação de que Matt enxergava sim, enxergava até mais do que pessoas sem deficiência visual.

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A visão de radar do Demolidor parecia uma supervisão no “filme do Ben Affleck”.

Por isso, quando Netflix e Marvel anunciaram a nova série, não pude deixar de franzir a testa e me questionar: seria essa uma aposta ousada das duas empresas ou eu que nunca entendi bem o personagem? No fim, é um pouco dos dois. E ainda bem que essa aposta louca deu certo e me fez finalmente captar a essência do Demônio Atrevido, o homem sem medo.

 

Matt Murdok, a pessoa por trás dos óculos escuros é um personagem muito mais interessante e profundo do que aquele advogado louco por justiça que vi vez ou outro em algum episódio do glorioso desenho do Homem Aranha dos anos 90. Trata-se de um órfão, que perdeu seu pai para a violência que parece ser parte intrínseca da Cozinha do Inferno, a cidade que, mais tarde, Demolidor e o Rei do Crime tentam curar, cada um a sua maneira. Matt decide se tornar um advogado, por sua paixão pela justiça, mesma paixão que o leva a se tornar um justiceiro.

Sozinho, Matt seria um personagem interessante de se acompanhar. A evolução dessa sede de justiça, os desafios do início de carreira como advogado aliada a dificuldade em esconder sua outra faceta. Mas Matt não está sozinho. Na verdade, está muito bem acompanhado. Primeiro, tem a companhia de Fog, que é muito mais do que um sidekick, é um verdadeiro parceiro, aliado, comandante, capitão, tio, brother, camarada, chefia e amigão. Depois com a surpreendente Karen Page, que foge lindamente do padrão donzela em perigo. Tem força, personalidade, iniciativa.

Mas o que engrandece um herói é um vilão a sua altura e aqui temos um imenso vilão. Wilson Fisk já é grande, mas cresce muito mais com a impressionante atuação de Vincent D’Onofrio, sem dúvida merecedora de um Emmy. A construção de King Pin é tão boa quanto a do próprio Demolidor, dando a real ideia de onde vem a motivação para tanto ódio e a dualidade entre controle e descontrole do personagem.