Durante o período eleitoral, principalmente nas eleições municipais, surgem algumas dúvidas sobre a nossa democracia. Duvidas como:

  • Por que tantos candidatos à vereador?
  • Por que as pessoas votam em candidatos que não tem chance?
  • E essas coligações sopa de letrinhas, tá certo isso?
  • Quem mexeu no meu queijo?
  • Quem matou Odete Hoffmann?
De fato, nosso sistema eleitoral parece confuso, mas não é.
A ideia é simples: os partidos precisam ir atrás de votos. Quando mais voto para um partido ou coligação, mais cadeiras disponíveis para os candidatos mais votados deles. Ou seja, ao votar você diz “quero que esse candidato ocupe uma das vagas reservadas para esse partido”.
Parece uma ideia ruim, mas vamos pensar como se tudo fosse um paraíso de honestidade. Quando você escolhe um candidato, é porque confia no discernimento e na capacidade política dele, certo? E o candidato quando escolhe seu partido, além de se identificar com a ideologia deste, ainda faz questão de influenciar nas decisões mais importantes, não? Pois bem, votando em seu candidato estará automaticamente escolhendo seu partido.

Perder o voto

Desse jeito, você nunca “perde” seu voto. O voto sempre influencia no rateio final e, mesmo que seu candidato não esteja lá exercendo o cargo, a influência dele dentro do partido será o que fez valer o seu voto. E mais: todos os candidatos cujo as candidaturas não foram indeferidas por algum motivo são suplentes e ocupam as vagas reservadas à seus partidários caso preciso, em ordem de votos recebidos, claro.
Esse sistema é conhecido como Representação proporcional de lista aberta. Na representação proporcional de lista fechada a diferença é que você vota no partido, que já tem os candidatos que assumirão caso eleito.

TL;DR: No Brasil, você vota no candidato, crendo que ele escolheu o partido certo.