Novelas clássicas reeditadas a partir dos títulos

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E se algumas novelas clássicas fossem lançadas novamente, mas dessa vez com as histórias mudadas a partir dos títulos?

 

Alma Gêmea: em lados opostos da cidade, dois jovens descobrem ao mesmo tempo que são adotados. Revoltados, fogem de casa, se encontram, se apaixonam e se casam. Ela vira manicure e ele, feirante, vendendo laranjas. Eles descobrem que são gêmeos quando ela perde o primeiro bebe.

Selva de Pedra: uma história sobre a cracolândia.

Pedra sobre Pedra: idem acima.

Amor e Terno: uma história de amor e elegância.

Vale Tudo: a trajetória de um participante do The Ultimate Fighter.

Irmãos Coragem: Bowser sequestra a princesa Peach logo no primeiro capítulo. Então, surgem dois corajosos irmãos encanadores para salva-la.

Carrossel: a belíssima história da seleção holandesa da Copa de 1974.

Salve Jorge: Jorge queria ser hardcore, porém sua mãe não deixa. Convicto de seu destino, Jorge foge para o interior do Amazonas, se mistura a uma tribo indígena onde aprende a manejar arcos, lanças e a domar cavalos. Depois de uma invasão de homens brancos, Jorge foge para Turquia.
Muito bom no artesanato, Jorge vende lá na Capadócia, montado em seu cavalo, com a sua lança.

Viver a Vida: 2 horas sem programação na TV para que você possa ir viver a sua.

As 5 melhores aberturas de novela de todos os tempos

abertura-passioneOk, nos últimos tempos tenho me voltado para o interessante mundo da dramaturgia nacional. E, contrariando as expectativas, tenho visto um grande potencial. Veja essas incríveis aberturas e suas histórias, por exemplo.

 

Despedida de Solteiro

Ao longo dos meus 5 anos de idade, mal podia acreditar no que meus olhos viam quando a novela Despedida de Solteiro estreou. Um pouco de Pitfall, mais a clássica Sugar Sugar, do The Archies remixada para o dance popular da época e temos uma abertura que venceria prêmios e seria aclamada pelo público hipster nos dias de hoje (principalmente se usassem a versão original da música ao invés do remix)

 

 

Quer mais? O Inagaki fez uma lista com 10 aberturas marcantes de novelas. Vale a pena conferir.

Pereirinha = Ten. Dan Taylor? E outras curiosidades do final de Fina Estampa

Muita gente não gostou do último capítulo de Fina Estampa. Eu acho que foi o melhor de todos os tempos, por uma série de motivos. Primeiro, a cena do tal Crô saindo do armário foi emblemática. Depois, a cena ao estilo Jogos Mortais, onde tivemos a maior série de palavrões da dramaturgia brasileira, briga de mãe e filha e mocinhos fugindo segundos antes da explosão do galpão.

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Mas a cereja no topo do bolo foi a cena de fuga de Pereirinha (o comedor José Mayer) e Tereza Cristina (a rock’n roll Cris Torloni). Os dois fugiram de barco, numa tempestade, com a polícia na cola, de helicóptero. Pereirinha falava como se conhecesse os segredos místicos do mar, algo meio Jack Sparrow. Em dado momento, foi até a proa do barco e esbravejou com os deus do mar, numa espécie de confronto pessoal.

 

A cena lembrou um pouco uma cena que conhecemos muito bem:

 

 

Na Indomada, inclusive, Lima Duarte reviveu o personagem que viveu em Pedra Sobre Pedra. E Ary Fontoura reviveria seu personagem de A Indomada em Porto dos Milagres, todas de Aguinaldo Silva. É, parece que Aguinaldo Silva já fazia cross over muito, mais muito antes de eu pensar em abrir este blog.

 

O último capítulo ainda teve Tereza Cristina falando latin e citando a conhecida vilã Nazaré, de Senhora do Destino, Crô ficando rico e dando início a o que pode ser um spin off novelesco como eu nunca vi (existe o boato que farão uma séria com ele) e uma reaparição de Teresa Cristina no fim, deixando um ar de continuação por vir.

Fina Estampa

 

Infelizmente, poucos compreenderam a tentativa inovadora de Agnaldo Silva e a crítica desceu a lenha na novela. Ficou evidente que as pessoas querem a mesmice em novelas, ninguém quer surpresas. Afinal, como reclamar que as novelas são sempre iguais se elas começarem a ser diferentes?

Ideias para tornar as novelas brasileiras melhores

Nos últimos tempos tive a grande oportunidade de acompanhar esses patrimônios maiores da nação. As novelas brasileiras são como seriam as séries americanas se elas tivessem episódios diários durante 1,5 ano e não semanais durante um semestre por 7 anos. Ah, e também se fossem escritas por Manuel Carlos.

Mas essa oportunidade única me deu a chance de poder avaliar as novelas com olhos mais críticos e montei um pequeno dossiê sobre o que pode ser mudado ou acrescentado para tornar as novelas ainda mais interessantes.

Cross-over

Calma, não confunda com cross-dresser, isso já tem o bastante. Me refiro a oportunidade de cruzar as histórias de duas novelas. Na emissora mais popular, por exemplo, temos 4 novelas inéditas e uma repeteco que nunca vale a pena ver de novo. Geralmente todas se passam na ponte aérea Rio-São Paulo e é incrível como as pessoas se encontram fácil em cidades tão enormes dentro de suas novelas.

Mas e com personagens de fora dela? Por que é que um personagem da novela das 8 não pode dar uns amassos na personagem da novela das 7 e isso gerar conflitos em ambas as histórias? Isso seria épico, atrairia muito mais público e renderia alguns Emmys e coisas do tipo.

Por favor, Gloria Perez, faça isso por mim!

 giovanna antonella josé mayer

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E se fosse escrito pelo Maneco?

E se fosse escrito pelo Maneco?

Manoel Carlos é um autor surpreendente. São tantas as tramas, tantas surpresas e tantas emoções a cada novela. Gosto tanto dele que pensei: E se o Maneco escrevesse minhas histórias favoritas? Veja só como seria:

1) X- Men: Os mutantes da vida

Helena é uma mutante bem sucedida, rica e bonita. Sua vida está em uma rotina de poder (super-poderes, no caso), riqueza e felicidade, até que seu caminho se cruza com o de Wolwerine (José Mayer), um mutante comedor, cujos os poderes são imunidade, resistência e ereção infinita. Em um background de conflitos entre humanos e mutantes, os dois tentam viver um romance, sempre abalado pelo sex appeal de Wolwerine e pela atração de Helena pelo certinho Ciclope, que além de soltar laser pelos olhos, tem cancer terminal.

2) Star Trek: A Jornada da vida

Helena é uma oficial da frota estelar que se destacou em sua turma, tornando-a uma bem sucedida oficial de comunicações à bordo da USS Enterprise. Sua vida segue uma rotina de interceptações de mensagens alienígenas, condecorações e explorações espaciais, até que conhece Cap. Kirk (José Mayer), um capitão mulherengo e machão, que costuma resolver as situações adversas de forma ousada.

Helena fica balançada entre o poderio testosteronico de Kirk e a inteligência vulcanica de Spock, o cientista e primeiro oficial  da USS Enterprise, que tem um irmão que usa uniforme vermelho e tem câncer terminal.

3) Matrix

Helena é uma valente e bem sucedida rebelde tripulante da nave Nabudonosor e luta, sem perder a feminilidade, contra o domínio das máquinas sobre os humanos, no fim do século XXII. Em uma das missões, ouve do Oráculo (Lilian Cabral) que conhecerá o amor de sua vida. Morpheu, um dos líderes da revolução e capitão da Nabucodonosor, liberta Neo (José Mayer) do programa feito para dominação humana, acreditando ser ele “o escolhido”, devido à sua alta taxa de testosterona e seu apetite sexual fora do comum. Helena e Neo se envolvem e a trama segue com todos lutando contra as máquinas e contra um câncer terminal, gerado pela atmosfera poluída.

PS: Sim, isso foi irônico. Detesto novelas do Maneco. Novelas já são ruim, quando é do Maneco, então, vixiii….