10 maneiras mitológicas de alcançar a imortalidade

Você gostaria de provar o sabor da imortalidade? A pergunta é retórica, porque eu sei que a resposta é sim. O sonho de viver para sempre é tão presente no inconsciente e no consciente humano que se manifesta em todas as crenças, mitos e mitologias, cada um a sua forma. Para conseguir a imortalidade, o ser humano é capaz de tudo, até mesmo viver uma vida sem pecados (ou quase sem). Mas existem meios mais fáceis de alcançar a imortalidade. Pelo menos mitologicamente falando.

10 – Comer uma sereia

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Esse é o sonho de vários homens, mas o sentido é diferente. No caso, estamos falando sobre comer uma sereia no sentido gastronômico. E nem é uma sereia, mas sim um Ningyo (link em inglês), uma peixe-humano do folclore japonês, que não é tão atraente assim. Em geral, um Ningyo traz má sorte quando capturado.

Uma das lendas conta a história de uma garota conhecida como “A Freira de Oitocentos”, que comeu acidentalmente carne de Ningyo e foi amaldiçoada com a vida eterna (vida eterna é considerada azar por algumas culturas). Depois de anos de solidão, vendo diversos maridos e filhos morrerem, ela se converteu ao budismo. Devido a sua fé, foi agraciada com a dádiva da morte e faleceu aos 800 anos.

9 – Insultar Jesus: Mitologia Cristã

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Existe uma passagem da mitologia cristã conhecida como Judeu Errante, que conta a história de um homem que teria provocado Jesus durante sua caminhada, chutando e mandando o filho de Deus parar de frescura e andar. Jesus então o condenou, dizendo que viveria até seu retorno, no fim dos tempos e que ele, o judeu, é quem andaria pelo mundo até lá.

Pela lenda, o judeu errante só pode parar de andar se um bom cristão permitir e a cada 100 anos adoece violentamente, se recolhendo e voltando a ter 30 anos. Parece divertido para você?

Ah, parece que essa é uma das origens para a expressão “lá onde o Judas perdeu as botas” também.

 

8 – Irritar um Deus: Mitologia Grega

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Se na Mitologia Cristã fosse precisava irritar um filho, aqui você precisa mexer diretamente com o patriarcado. Irritar um deus grego não é muito difícil, basta interrompê-lo enquanto ele estiver “conversando” com sua esposa (não a dele, a sua mesmo, foi assim que Hércules foi concebido). Vários mortais já tentaram enganar os deuses, todos foram punidos, alguns com a imortalidade.

Sísifo, por exemplo, tentou enganar Zeus (logo quem) prendendo Tânato, a personificação da morte. A consequência disso foi um mundo onde ninguém morria (olha aí outro jeito de conseguir imortalidade, dessa vez para geral). Quem ficou muito irritado com isso foi Ares, o deus da guerra, por motivos óbvios. Sua punição foi ser obrigado a rolar uma pedra gigante morro acima todo dia, para de noite rola-la morro abaixo novamente, pela eternidade.

Escute o Nerdcast de Mitologia Grega para mais informações sobre como irritar um Deus.

 

7 – Cinábrio: Taoismo

Cinábrio

Cinábrio é um minério de mercúrio comum e também o principal ingrediente para o elixir da imortalidade do Taoismo. Eles acreditam que ao ingerir alguns materiais, como cinábrio e ouro, eles passam a ter algumas de suas propriedades, além de livrar o corpo de impurezas que impedem o indivíduo de alcançar a imortalidade.

A má notícia é que alguns materiais desses contém substancias toxicas e muitas pessoas morreram ao ingeri-las. Gradativamente, a ideia de “Alquimia Externa” foi substituída por “Alquimia Interna”, uma maneira de aproveitar a energia natural da pessoa através da ioga e outras atividades na esperança de ganhar sobrevida.

6 – Uma planta desconhecida: Mitologia Suméria

No Épico de Gilgamesh, antigo poema da Mesopotâmia, o herói sai em busca da fonte da vida eterna porque seu camarada está pra morrer, fazendo-o temer pela própria vida (meio egocêntrico, não?). Sua busca o levou à Utnapishtim, que ganhou imortalidade por construir um barco sob instrução dos deuses para sobreviver a um dilúvio (conhece alguma história parecida?).

Utnapishtim disse a Gilgamesh que apesar de a imortalidade ser um dom especial, existia uma planta de origem e espécie desconhecida, que daria vida eterna a quem a comesse. Gilgamesh encontrou a planta, mas perdeu-a para uma cobra (como?).

5 – Pêssego da imortalidade: Mitologia Chinesa

pessegos

Ainda na categoria “Plantas que dão a vida eterna”, temos o Pêssego da Imortalidade, que tem um papel muito importante no épico Jornada para o Oeste. Sun Wukong, o Rei Macaco, foi escolhido como protetor dos pêssegos e acabou consumindo um deles, o que lhe conferiu 1000 anos de vida. Ele tentou escapar, foi capturado, mas não podia sofrer a pena de morte, pois havia se tornado imortal.

Ele, então, entrou em guerra contra os deuses. Estes recorreram a Buda, que enganou e prendeu Sun Wokong por cinco séculos. Depois disso, Sun recebeu de Buda a missão descrita na Jornada para o Oeste.

4 – Amrita: Hinduísmo

Amrita

Os Devas, deuses do hinduísmo, eram mortais (ou se tornaram mortais por alguma maldição) e procuraram uma maneira de se tornarem imortais. Para isso, se aliaram a seus inimigos, os Asuras, ou anti-deuses, para bater o Mar de Leite e produzir um néctar chamado amrita. No fim os Devas enganaram os Asuras, não os deixando beber o néctar.

Os mestres de ioga dizem que podem beber a amrita porque os Devas derramaram um pouco enquanto tentavam mante-la longe dos Asuras (papinho estranho esse, mas tudo bem).

 

3 – Maçãs de ouro: Mitologia Nórdica

maçã-dourada

Todos os deuses nórdicos precisam das maçãs douradas (ou pomos de ouro) para manter a imortalidade e eterna juventude, e Idun, a deusa da primavera, era a guardiã do pomar.

Loki (sim, ele mesmo, aprontando mundo do “céu” nórdico) enganou Idun e a sequestrou, entregando-a para o gigante Thiassi, junto com as maçãs. Os deuses então passaram a envelhecer rapidamente e perder seus poderes. Com suas últimas forças, eles forçaram Loki a devolver Idun e as maçãs. Ele então se transformou em um falcão, recuperou Indun e as maçãs e os deuses recuperaram sua juventude.

Vale a pena ouvir o Nerdcast de mitologia nórdica para entender melhor como isso tudo aconteceu.

2 – Ambrosia: Mitologia Grega

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Ambrosia, originalmente, é a bebida dos deuses gregos. Tem o sabor parecido com mel (♫ mellll, sua boca tem um melll, que melhor sabor não há…♪) e foi entregue aos Olimpianos (aqueles amigos do Percy Jackson) por pombas e era a fonte da eternidade deles.

Vários mortais e semi-deuses receberam o privilégio da imortalidade, como Hericles, enquanto outros roubaram isso e foram punidos, como Tântalo – que foi trancado no Tártaro, condenado a ficar sedento e faminto para a eternidade. Já o herói Tideu experimentou a eternidade pela ambrosia por pouco tempo. Recebeu como presente de Atena, mas os deuses retiraram sua imortalidade quando o pegaram comendo CÉREBROS HUMANOS (que herói é esse, minha gente?).

1 – O Santo Graal: Mitologia Cristã

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Uma das peças mais conhecidas da mitologia cristã é o Santo Graal. Segundo a lenda, foi nele que Jesus tomou vinho na Última Ceia. Também acredita-se que foi nele que José de Arimatéia recolheu o sangue de Cristo quando Jesus estava na cruz.

O Rei Arthur e seus cavaleiros fizeram longas viagens em busca do Santo Graal. Apenas as almas mais puras poderiam possuí-lo e Sir Galaaz recebeu a imortalidade por ser o único capaz de alcançar o Santo Graal.

Traduzido e adaptado de Listverse.

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