Viva World Cup: a Série B da Copa do Mundo de Futebol

Quando Felipão (vulgo Luiz Felipe Escolari) foi escolhido para substituir Mano Menezes como técnico da seleção brasileira, vi muita gente falando “ainda bem que a Copa do Mundo não tem série B”, numa referência ao resultado do trabalho dele no Palmeiras. Mas não é que existe uma série B da Copa do Mundo?

Tudo começou com uma dúvida. Eu queria saber se a FIFA tem direito de monopolizar mundialmente a prática do futebol ou se poderiam existir ligas alternativas. Pelo Twitter, o Vitor Hugo me alertou a existência da NF-Board, uma federação alternativa para nações que, por não serem reconhecidas como estados, não podem ter confederações e se afiliarem a FIFA.

Entre os membros da NF-Board encontramos nações conhecidas, como Mônaco e Tibet, e outras não tão ilustres, como Camarões do Sul e Gozo (uma ilha de Malta do tamanho de um espermatozoide). Os afiliados se reúnem em uma disputa sem periodicidade definida (acontece quando dá) chamada VIVA World Cup.

Viva World Cup

O atual campeão da Viva World Cup foi o anfitrião de 2012, Curdistão, uma região do Oriente Médio habitada pelos curdos, maior etnia sem estado do mundo (são 26,3 milhões de curdos). A maior vencedora é a tricampeã Pandânia, região do norte da Itália com tendências separatistas.

Torcida da Pândania
Torcida da Pândania e uma bandeira intrusa da Inglaterra.

Além da NF-Board, existem várias outras federações e associações que organizam futebol alternativas à FIFA.

 

Felipão na VIVA World Cup?

Bem, o único modo do Felipão colocar brasileiros nessa “Série B” da Copa do Mundo é incitando uma revolução gaúcha (o que não deve ser tão difícil),  associar a federação gaúcho à NF-Board e pronto. Provavelmente teríamos uma final entre Pandânia e República Rio-grandense (seja lá como irão chamar) na próxima VIVA World Cup (seja lá quando vai acontecer).

Já o Brasil, que ainda não é uma nação propriamente dita, não deixará de ser um estado, pelo menos não nos próximos 100 ou 200 anos.

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