Porque ficar longe da internet em dias pós-tragédias

Neste fim de semana o Brasil viveu uma tragédia da qual você já deve saber mais até do que devia. Em casos como esse o mais sensato a se fazer é respeitar-se um período de luto e tomar as providências para que jamais aconteça de novo. Porém se sensatez fosse o forte do ser humano nem teríamos tragédias como essa.

E assim como alguém acende um sinalizador dentro de um ambiente fechado e aponta para um telhado forrado de material altamente inflamável, essas pessoas também não se dão ao luxo de pensar antes de reagir. Se dividem basicamente em:

Fanáticos: religiosos, ateus, capitalistas, comunistas, pessoas que odeiam certo canal de televisão. No anseio de apontar culpados e pela incapacidade de ampliarem a visão de mundo, focam naquilo que são acostumados a focar.

Juízes: apontam culpados e decidem as penas com o mínimo de informação disponível sobre o caso. Quando descobrem que estavam errados, não pedem desculpas, pois é tempo de achar novos culpados. Tem como costume jogar a responsabilidade em leigos, em terceiros sem relação alguma com o caso ou nas próprias vítimas.

Sentimentais: esses não tem culpa de terem nascido sensíveis demais, mas atrapalham bastante ao dar ênfase ao que já é dramático por natureza.

Aproveitadores: políticos, empresários, artistas e todo aquele que quer moldar a própria imagem usando a tragédia como pano de fundo.

Replicadores: é nessa categoria que a maioria se encaixa. São pessoas normais que, ao ver os comentários absurdos dos descritos acima, se revoltam e, além de ampliar a voz destes, muitas vezes acabam se tornando iguais. Como por exemplo um ateu que se revolta com um comentário de um religioso e começa a atacar as religiões ou alguém que vê seu desafeto se aproveitando da situação e aproveita para tentar manchar sua imagem.

Todos esses agentes tornam a internet um ambiente impossível e somado a mídia sensacionalista a coisa só piora. Isso acontece a cada nova tragédia, em todas as tragédias, de qualquer dimensão. O melhor a se fazer é se afastar ou evitar o assunto na internet.

Mas nem tudo está perdido: Saiba como ajudar as vítimas da tragédia.

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