A culpa pelo preconceito também é da vítima

trayvon-martin

Sabe a Slutwalk? Uma marcha que surgiu em Toronto, quando um policial recomendou as mulheres que evitassem usar roupas de vagabundas para não serem estupradas. As mulheres então saíram as ruas e tal reclamando que o policial teria dito a culpa é da vítima. Bem, não é bem por aí.

Para não dizer que sou misógino (uma acusação injusta, porém compreensível, visto alguns textos do blog), vou usar como exemplo o caso do comentário de Geraldo Rivera, jornalista americano, que responsabilizou Trayvon Martin, garoto negro assassinado após ser considerado marginal pelo vigia voluntário George Zimmerman. George desconfiou de Trayvon porque ele usava uma blusa com capuz, comuns entre os marginais, mas também muito útil quando se está com frio.

Veja o que Rivera disse sobre o assunto:

Em bom português ele disse que parte da culpa foi de Trayvon, por, sendo negro, sair na rua usando uma roupa de marginal. Ele ainda recomenda aos pais, principalmente latinos e negros, que não deixem seus filhos saírem com essa roupa, conhecida por lá como hoodies.

É óbvio que a declaração não foi bem aceita e Geraldo Rivera sofreu até dentro de casa.

O próprio filho de disse ter vergonha da opinião do pai. Rivera ainda diz o que é exatamente a posição deste posts: “pais devem fazer o que eles puderem para manter seus filhos seguros”.

Eu sou neurótico quanto a isso, faço de tudo para não parecer suspeito. O julgamento das pessoas não me preocupa, mas o pré-julgamento baseado em outras pessoas me deixa com a pulga atrás da orelha.

Em resumo: estupro jamais é culpa da vítima. Nem preconceito. Mais estupradores e preconceituosos existirão sempre, por mais educação que se tenha. Prevenção nunca é demais.

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