Como o Brasil usou a Bósnia para subir no ranking da FIFA

Acordo hoje com a notícia de que o Brasil subiu duas posições no Ranking Mundial da FIFA/Coca-Cola (sim, o Ranking tem patrocínio). Estranhei, porque entre o ranking anterior, em que o Brasil aparecia em 7º, e este a seleção só jogou contra a Bósnia, uma vitória suada, por 2×1. É aí que está o pulo do gato da seleção brasileira.

 

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O ranking da FIFA funciona da seguinte maneira:

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Sendo:

R –> resultado, 1 ponto quando empate, 3 quando vitória e 2 quanto vitória nos pênaltis.

I –> importância do jogo, 1 no caso de amistoso

S –> importância da seleção adversária, inversamente proporcional a sua posição no ranking.

C –> importância da federação do adversário sendo

UEFA/CONMEBOL 1,00
CONCACAF 0,88
AFC/CAF 0,86
OFC 0,85

Sem participar das eliminatórias, onde o peso das partidas são 2,5, e, apesar dos adversários serem Venezuela, Peru e Equador, o peso da confederação é 1, restou para o Brasil uma opção para tentar subir no ranking: pegar times da UEFA, sem tradição no futebol, em uma posição razoável no ranking em amistosos.

Atualmente nenhuma seleção se encaixava melhor nesse perfil do que a Bósnia, que estava surpreendentemente em 19º antes do amistoso. Observe que para ela o empate seria de grande valia, pois subiria bem no ranking.

Próximo jogo da seleção é contra a Dinamarca.

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