Dá pra ganhar eleições com o Bolsa Família?

Sempre dizem que o Bolsa Família é apenas uma manobra eleitoral para captar o voto dos pobres, mas raramente alguém vai atrás de confirmar o que está falando. Não sei porque, afinal se é tão evidente nada melhor do que usar números e fatos para informar a maior quantidade de pessoas possíveis. As eleições vem aí. oras!

Histórico do Bolsa Família

Cristovam Buarque (que na época era do PT) idealizou o programa Bolsa Escola, que foi implementado em Campinas em 1994 e no Distrito Federal em 95. A ideia era dar um salário minimo para famílias manterem crianças entre 7 e 14 anos na escola. Como resultado a evasão escolar caiu de 10% em 1994 para 0,4% em 1997.

Com tamanho sucesso, FHC decidiu levar o programa a nível federal em 2001. Além do Bolsa Escola, o Auxílio Gás, o Bolsa Alimentação e o Cartão Alimentação também foram ‘federalizados’ naquele período, todos ligados ao Fundo de Combate a Pobreza.

Ao assumir em 2003, Lula criou o programa Fome Zero, que não rendeu o esperado e acabou extinto.Também em 2003, o governo unificou os auxílios pré-existentes e batizou de Bolsa-Família, afim de centralizar a administração destes no Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

 

Números

Bem, são 13 milhões de famílias beneficiárias do Bolsa Família de um total de 48 milhões de famílias no Brasil (IBGE). Segundo o TSE, são 140 milhões de eleitores no Brasil, o que nos dá uma média de 2,91 eleitores por família, totalizando um 37 milhões de eleitores beneficiados pelo Bolsa Família. Isso corresponde à 26% do eleitorado.

Para se ter uma ideia, no primeiro turno das últimas eleições, Dilma recebem 55 milhões de votos, José Serra recebeu 33 milhões de votos e Marina Silva, 19 milhões.

 

Considerações

Ao analisar esses números é importante levar-se em consideração:

  • A quantidade de eleitores por família família deve variar segundo a renda, porém não sou capaz de afirmar se isso afeta o número encontrado para mais ou para menos nessa faixa mais humilde da população;
  • Nas últimas eleições presidenciais, o índice de abstenção foi de 20%;
  • Em 2006, 48% dos beneficiados pretendiam votar em Lula;
  • Segundo o Portal da Transparência, o número de beneficiários dos programas do Governo é de 25 milhões de pessoas.

 

Conclusão

Concluo que o levantamento dessas informações foi uma perda de tempo, já que ninguém se baseia em números e fatos para discussão política neste país. Existem apenas dois lados e como a verdade é inimiga de ambos, costuma deixar-la em um cantinho muito especial, até que a mesma seja esquecida.

Mas aí estão, para os poucos que quiserem nadar contra a maré e basear os próprios argumentos em fatos.

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